16: O que pensa sobre a classe média alta que discute filosofia nas academias de ideias?
Alguma coisa está muito errada quando madame, em vez de gastar suas tardes num shopping comprando sapatos, perde seu tempo ouvindo um viadinho falando de Schopenhauer na Casa do Saber. Eu acredito, inclusive, que essa é a explicação para a onda de terremotos, tsunamis e enchentes que temos sofrido nos últimos dias. A natureza tem de reagir de alguma maneira, você não acha?
...
Entrevista completa aqui.
...
domingo, 21 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
O que vou ver do Festival de Curitiba
A 45 pilas o ingresso fica difícil acompanhar qualquer coisa da Mostra Contemporânea. Mas vou assistir Música para Ninar Dinossauros, do Marião Bortolotto. Sempre instigante e interessante, além de ser um grande brother.
No mais, vou curtir as coisas Da Vigor Mortis que não vi. Nervo Craniano Zero, especialmente. Sou fã dessa moçada desde o Graphic, e mais recente do Manson Superstar, que adorei, pelo tema. O Andrew levou o Gralha Azul pelo trabalho e fiquei contente por ele, que interpreta um personagem no qual sempre fui vidrado. Já assisti, mas vou levar uma amiga gente boa que quer ver e sacar o tema melhor também. Recomendo.
A peça/experimento Cinema, do Felipe Hirsch, também vale. O trabalho do cara sempre me interessou. Recomendo de antemão.
Enfim,. Tem muita coisa. Algo como 400 espetáculos. Se eu trombar com algo legal por aí eu recomendo aqui.
...
No mais, vou curtir as coisas Da Vigor Mortis que não vi. Nervo Craniano Zero, especialmente. Sou fã dessa moçada desde o Graphic, e mais recente do Manson Superstar, que adorei, pelo tema. O Andrew levou o Gralha Azul pelo trabalho e fiquei contente por ele, que interpreta um personagem no qual sempre fui vidrado. Já assisti, mas vou levar uma amiga gente boa que quer ver e sacar o tema melhor também. Recomendo.
A peça/experimento Cinema, do Felipe Hirsch, também vale. O trabalho do cara sempre me interessou. Recomendo de antemão.
Enfim,. Tem muita coisa. Algo como 400 espetáculos. Se eu trombar com algo legal por aí eu recomendo aqui.
...
sexta-feira, 12 de março de 2010
Hoje o mundo amanheceu mais xarope
Foto: UolTá ficando foda isso tudo. Hoje acordei cedinho com a CBN dando a notícia da morte do Glauco. Não ouvi direito, tava meio com sono ainda. Fui saber logo depois que a causa foi mais uma vez violência. Tiros, assalto. Porra, tá ficando difícil pisar este chão a cada dia que passa. Parece que o cerco tá apertando. Sufocante.
Morre enfim mais um cara que mudou a minha vida. Sempre amei os cartunistas. Acho que são os artistas que mais admiro. Meu irmão é um dos bons. Porra, nunca vou esquecer de quando eu fui morar sozinho a primeira vez quando tinha uns 18 anos e entrei numa república lá atrás do Cemitério Municipal, na vaga deixada pelo Tiago Recchia, também cartunista que estava indo tentar a vida na Folha de São Paulo. Lá em Sampa ele ficou amigo do Glauco e de tantos outros. O Tiago conta de como o Glauco sacaneava ele na redação, enchendo o saco de tudo que é jeito, mas sendo no fundo super gente boa com ele e outros novatos. Nunca vou esquecer da famigerada palestra dos Três Amigos (Glauco, Angeli e Laerte) no teatro da Reitoria, em 1989. Lotadaço o lugar e os caras arrasaram falando pra estudantada toda num ano de eleição importantíssima e eles com aquele cinismo e bom humor. E estes mesmos Los Três Amigos que depois inspiraram o Tiago a parodiá-los, com seus impecáveis Los Três Inimigos. Genial.
Nunca vou esquecer de quando meu irmão voltou de uma mostra no Solar do Barão com um desenho/autógrafo do Glauco, em uma seda, um desenho do Geraldão com uma charola na boca escrito no balãozinho: “uma seda para o Marco. Do amigo, Glauco”.
Nunca vou esquecer de como este cara, junto a tantos outros mudou minha vida para sempre, e deixou ela muito mais divertida. Todos os dias, praticamente, eu que leio jornais desde criança. Lembrando da frase que o Marcelo lembrou lá no blogue dele, “como diria o Adão, o mundo hoje amanheceu mais xarope”.
Morre enfim mais um cara que mudou a minha vida. Sempre amei os cartunistas. Acho que são os artistas que mais admiro. Meu irmão é um dos bons. Porra, nunca vou esquecer de quando eu fui morar sozinho a primeira vez quando tinha uns 18 anos e entrei numa república lá atrás do Cemitério Municipal, na vaga deixada pelo Tiago Recchia, também cartunista que estava indo tentar a vida na Folha de São Paulo. Lá em Sampa ele ficou amigo do Glauco e de tantos outros. O Tiago conta de como o Glauco sacaneava ele na redação, enchendo o saco de tudo que é jeito, mas sendo no fundo super gente boa com ele e outros novatos. Nunca vou esquecer da famigerada palestra dos Três Amigos (Glauco, Angeli e Laerte) no teatro da Reitoria, em 1989. Lotadaço o lugar e os caras arrasaram falando pra estudantada toda num ano de eleição importantíssima e eles com aquele cinismo e bom humor. E estes mesmos Los Três Amigos que depois inspiraram o Tiago a parodiá-los, com seus impecáveis Los Três Inimigos. Genial.
Nunca vou esquecer de quando meu irmão voltou de uma mostra no Solar do Barão com um desenho/autógrafo do Glauco, em uma seda, um desenho do Geraldão com uma charola na boca escrito no balãozinho: “uma seda para o Marco. Do amigo, Glauco”.
Nunca vou esquecer de como este cara, junto a tantos outros mudou minha vida para sempre, e deixou ela muito mais divertida. Todos os dias, praticamente, eu que leio jornais desde criança. Lembrando da frase que o Marcelo lembrou lá no blogue dele, “como diria o Adão, o mundo hoje amanheceu mais xarope”.
...
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Humor pela internet
Três empreiteiros foram chamados para uma licitação da Olimpíada Rio 2016: um japonês, um americano e um brasileiro.
- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês.
- Um pela mão-de-obra, um pelo material e um para meu lucro.
- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano.
- Dois pela mão-de-obra, dois pelo material e dois para mim, mas garanto serviço de primeira!
- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
- Nove milhões ?,espantou-se o licitador. Por quê?
- Três para mim, três para você e três pro japonês fazer a obra.
- Negocio fechado!
...
- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês.
- Um pela mão-de-obra, um pelo material e um para meu lucro.
- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano.
- Dois pela mão-de-obra, dois pelo material e dois para mim, mas garanto serviço de primeira!
- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
- Nove milhões ?,espantou-se o licitador. Por quê?
- Três para mim, três para você e três pro japonês fazer a obra.
- Negocio fechado!
...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Combinado. A tevê fechada, internet e telefonia em um mesmo pacote. Ou seja, "combinado", para tudo dominado
O cidadão que pretende assistir jogos em pay-per-view não conta com mais de um fornecedor do mesmo serviço. Mesmo em tevê aberta, não se pode assistir em mais de um ou dois canais os jogos de um determinado campeonato.
Ao solicitar um serviço de telefonia fixa, não há mais de três ou quatro opções. Com a internet é diferente, mas quando precisamos de banda larga acoplada à telefonia vendem-se serviços que oferecem logo três ao mesmo tempo: telefonia, internet banda larga e tevê a cabo.
Se o cliente não está satisfeito com o serviço, simplesmente não há outra empresa que ofereça o mesmo “combinado”.
A empresa que oferece este serviço é a Net, que surgiu no mercado como Globosat, braço em tevê a cabo das Organizações Globo. Em parceria com a antiga estatal Embratel, passou a oferecer telefonia e internet, juntos. É o chamado Net Combo.
Como tudo isso influencia na produção comunicacional é possível entender por diversos exemplos. Mas vamos focar em um, por se tratar de fenômeno bastante recente: a produção caseira de textos, assessoria de imprensa, blogues de comunicação e profissionais que trabalham em casa, prestando serviços relativos à mídia de uma maneira geral.
Um cidadão que mantenha um blogue na internet, por exemplo, que trate de esportes, precisa acompanhar os mais diversos eventos, para “retransmitir” em seu veículo, o blogue. Bem, como o cidadão pode acompanhar o campeonato de beisebol (vou citar um esporte estúpido, apenas) que é transmitido pelo canal Y, se o pacote que o contempla não pertence ao mesmo oligopólio que transmite o referido evento? E não há o canal X, portanto.
O sujeito pode acompanhar o campeonato pela internet, mas sem os detalhes que necessita para que produza um relatório de qualidade, pois estaria copiando o que lê a respeito, sem ver o evento por inteiro para relatar seus detalhes. A “cópia”, por sinal, é a matriz operacional da internet. Uma imensa rede de reprodução de informação, dos mp3 às notícias.
Combinado. Eis um exemplo de como o oligopólio midiático pode influenciar na produção comunicacional hoje em dia. O combinado não sai caro, é o que reza o ditado popular dos negócios. Neste caso, o preço é injusto. E muito alto.
Isso para não falar de toda telefonia de celular e afins. Agora vem a tevê digital, com um único canal a disposição com tal tecnologia (falo do estado do Paraná). Ou seja, caminhamos a carros de boi, com os carros na frente, muitas vezes.
Com o perdão do tom, uma verdadeira merda.
...
Ao solicitar um serviço de telefonia fixa, não há mais de três ou quatro opções. Com a internet é diferente, mas quando precisamos de banda larga acoplada à telefonia vendem-se serviços que oferecem logo três ao mesmo tempo: telefonia, internet banda larga e tevê a cabo.
Se o cliente não está satisfeito com o serviço, simplesmente não há outra empresa que ofereça o mesmo “combinado”.
A empresa que oferece este serviço é a Net, que surgiu no mercado como Globosat, braço em tevê a cabo das Organizações Globo. Em parceria com a antiga estatal Embratel, passou a oferecer telefonia e internet, juntos. É o chamado Net Combo.
Como tudo isso influencia na produção comunicacional é possível entender por diversos exemplos. Mas vamos focar em um, por se tratar de fenômeno bastante recente: a produção caseira de textos, assessoria de imprensa, blogues de comunicação e profissionais que trabalham em casa, prestando serviços relativos à mídia de uma maneira geral.
Um cidadão que mantenha um blogue na internet, por exemplo, que trate de esportes, precisa acompanhar os mais diversos eventos, para “retransmitir” em seu veículo, o blogue. Bem, como o cidadão pode acompanhar o campeonato de beisebol (vou citar um esporte estúpido, apenas) que é transmitido pelo canal Y, se o pacote que o contempla não pertence ao mesmo oligopólio que transmite o referido evento? E não há o canal X, portanto.
O sujeito pode acompanhar o campeonato pela internet, mas sem os detalhes que necessita para que produza um relatório de qualidade, pois estaria copiando o que lê a respeito, sem ver o evento por inteiro para relatar seus detalhes. A “cópia”, por sinal, é a matriz operacional da internet. Uma imensa rede de reprodução de informação, dos mp3 às notícias.
Combinado. Eis um exemplo de como o oligopólio midiático pode influenciar na produção comunicacional hoje em dia. O combinado não sai caro, é o que reza o ditado popular dos negócios. Neste caso, o preço é injusto. E muito alto.
Isso para não falar de toda telefonia de celular e afins. Agora vem a tevê digital, com um único canal a disposição com tal tecnologia (falo do estado do Paraná). Ou seja, caminhamos a carros de boi, com os carros na frente, muitas vezes.
Com o perdão do tom, uma verdadeira merda.
...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Segunda-feiril de dar dó
Hoje dei de pensar na época que eu não sabia pra onde ir sem ela. Imagina o senhor que a vista aqui da janela do hotel não é tão ruim. Aquele trânsito estranho. Imensa rua que faz ver chuva no fim. Vai que as moças da floricultura do outro lado que passam toda hora não são coisa ruim de se ver. Estabanadas de dar graça. O vento faz vir o odor das margaridas.
Interfone. Pizza.
O fim há de ser bem-me-quer.
...
Interfone. Pizza.
O fim há de ser bem-me-quer.
...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Domingo no Pacaembu
Eu tava me refazendo da festa/baile que rolou na casa do Renato e da Néli em Pinheiros sábado de tarde quando entro no Facebook e vejo uma mensagem da Ana, da editora em Sampa. “Vamos ver o Robinho no Pacaembu?”. Liguei imediatamente e em uma hora estávamos estacionando nos arredores do magnífico estádio.
A fila monumental para ingresso nos levou a um simpático cambista, que pela bagatela de cinquenta pilas cada, nos abreviou ao tobogã. A arquibancada é malfadada, foi construída pelo Malluf prefeito e pôs abaixo a concha acústica onde Villa Lobos regeu o imenso coral em idos anos. Mau gosto à parte que “enfeia” a arquitetura art decó enfim, é fato que de lá se vê tudo de trás do gol à direita das cadeiras e cabines de tevê. E é uma visão muito privilegiada, como se toda turba santista emergisse de frente, em linda festa de torcida única.
Durante o primeiro tempo, vendedores de iguarias passavam a toda hora. Decidi pegar um sorvete no intervalo. Nada, tudo acabado, da água aos picolés. Voltei, achei a Ana onde estávamos e me conformei, sem Kibon que me desse alívio do calor danado que fazia. Olho para o lado, no espaço quase vazio onde ficaram poucos torcedores do Rio Claro, e noto o Guti, parceiro de Baixada em Curitiba. Vou até a beira do tobogã e grito pra ele. Ele responde. Ele tá com a Thais e pede pra eu ligar no fone dela. Eu tava sem meu celular funcionando em Sampa, mas a Ana tava ali, cheia de créditos, perfeito. Marcamos um encontro depois, e vai o segundo tempo, com o Santos em desvantagem.
Virada sensacional com direito a gol de Giovani no último minuto e está tudo certo. Maravilha. De lá a algumas cervejas na Consolação, nos despedimos do Guti e da Thais e fomos jantar na Vila Madalena. Depois, visita à casa do Rubens K e Melissa na Aclimação. Um tesão de apartamento, Rubão. Feliz por vocês. Madrugada adentro, a Ana vai embora durmo por lá mesmo, e assim foi.
Hoje, descubro que Marcelo Montenegro tava no tobogã também, com a Kátia e o filho. Puxa, preciso aprender a pagar deslocamento de celular quando for a São Paulo e combinar melhor as coisas. Sampa é grande demais e é preciso se programar pra conseguir fazer tudo que a gente quer e encontrar todas as pessoas que sentimos falta.
Mas foi demais. Tava com saudades da torcida do Santos. Tamos aí de volta. Foi muito bom, Ana. Agora vê se vem nos ver aqui. Maravilha de Carnaval.
...
A fila monumental para ingresso nos levou a um simpático cambista, que pela bagatela de cinquenta pilas cada, nos abreviou ao tobogã. A arquibancada é malfadada, foi construída pelo Malluf prefeito e pôs abaixo a concha acústica onde Villa Lobos regeu o imenso coral em idos anos. Mau gosto à parte que “enfeia” a arquitetura art decó enfim, é fato que de lá se vê tudo de trás do gol à direita das cadeiras e cabines de tevê. E é uma visão muito privilegiada, como se toda turba santista emergisse de frente, em linda festa de torcida única.
Durante o primeiro tempo, vendedores de iguarias passavam a toda hora. Decidi pegar um sorvete no intervalo. Nada, tudo acabado, da água aos picolés. Voltei, achei a Ana onde estávamos e me conformei, sem Kibon que me desse alívio do calor danado que fazia. Olho para o lado, no espaço quase vazio onde ficaram poucos torcedores do Rio Claro, e noto o Guti, parceiro de Baixada em Curitiba. Vou até a beira do tobogã e grito pra ele. Ele responde. Ele tá com a Thais e pede pra eu ligar no fone dela. Eu tava sem meu celular funcionando em Sampa, mas a Ana tava ali, cheia de créditos, perfeito. Marcamos um encontro depois, e vai o segundo tempo, com o Santos em desvantagem.
Virada sensacional com direito a gol de Giovani no último minuto e está tudo certo. Maravilha. De lá a algumas cervejas na Consolação, nos despedimos do Guti e da Thais e fomos jantar na Vila Madalena. Depois, visita à casa do Rubens K e Melissa na Aclimação. Um tesão de apartamento, Rubão. Feliz por vocês. Madrugada adentro, a Ana vai embora durmo por lá mesmo, e assim foi.
Hoje, descubro que Marcelo Montenegro tava no tobogã também, com a Kátia e o filho. Puxa, preciso aprender a pagar deslocamento de celular quando for a São Paulo e combinar melhor as coisas. Sampa é grande demais e é preciso se programar pra conseguir fazer tudo que a gente quer e encontrar todas as pessoas que sentimos falta.
Mas foi demais. Tava com saudades da torcida do Santos. Tamos aí de volta. Foi muito bom, Ana. Agora vê se vem nos ver aqui. Maravilha de Carnaval.
...
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Recordar é viver
(2003, foto de divulgação do primeiro disco, Incaractere).
...
Flávio Jacobsen, o Bardo - vocal
Jahir Eleutério, o Velho - guitarra e voz
Bhorel Enrique, o Santinho - bateria e percussões
Marcelo França, o Lique - baixo
...
O show foi dia 5 de julho de 2003, no antigo Cine Música Bar, com abertura das bandas Criaturas e Oaeoz, além de uma performance poética com Edilson Del Grossi, o Carcamano, e discotecagem de Renato Larini, o Picilone. Foto de Everson Bressan, o Verve.
...
Com este trabalho, recebi indicação para o prêmio Saul Trumpet de Música, na categoria "melhor intérprete". Como éramos lindos! (risos e gargalhadas).
...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Garibaldis & Sacis, ontem
Foto: Bárbara KirchnerO simpático bloco de carnaval formado pela classe artística local tomou proporções inimagináveis para quem o viu em seu começo, há 12 anos passados. Coisa de 5 mil pessoas no Largo da Ordem, num vai e vem que contabiliza uma circulação de 10 mil mais ou menos. É o curitibano caindo na folia. Eu mesmo me diverti pra caraio (sic). Né mesmo, cumadre "Barbra"?
...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Vem aí a exposição do Solda
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Do Mestre

Jamil Snege pra mim sempre foi um mestre. Eu não sou o único com a mesma opinião. Estive com ele umas poucas vezes, mas já era admirador de seus textos mesmo antes de conhecê-lo. Além de tudo, era um homem extremamente simples e muito gente boa. Esta crônica, bem a calhar, já é um clássico. Curtam:
...
Como tornar-se Invisível em Curitiba
Jamil Snege
Você pode começar treinando numa dessas manhãs de muita neblina, à margem de um lago ou num bairro bem afastado do centro da cidade. Pode optar por uma rua deserta, no começo da noite ou numa véspera de feriado. Pode vestir um uniforme camuflado ou levar o seu “personal trainer” a tiracolo, pouco importa. Esteja você com a síndrome do pânico ou com o coração amargurado, existe um método muito mais eficiente para tornar-se invisível em Curitiba do que essas desambulações (sic) pelos ermos da cidade. Embora não esteja ao alcance de todos, convém conhecê-lo, já que é absolutamente infalível e seus resultados surpreendentes. Primeira condição: você precisa ter talento genuíno. Estudar bastante também ajuda, mas não substitui aquele toque de gênio inconfundível que marca e distingue certas pessoas desde o berço. Pois bem. De posse desse talento que Deus lhe deu – e contra a falta de estímulo da família, do meio e particularmente da própria cidade – você deve se atirar de corpo e alma na consecução de seu destino. Guiado unicamente pelo seu daimon, pelo seu anjo tutelar, você dará início à construção de sua lenda pessoal e dos projetos que dela advirão. Você estará, finalmente, a caminho de tornar-se invisível. Cada conquista, cada livro publicado, cada poema, escultura ou canção, cada tela, espetáculo, disco, filme ou fotografia, cada intervenção bem sucedida no esporte, no direito ou na medicina, cada vez que alguém, lá fora, reconhecer com isenção de ânimo que você está produzindo obra ou feito significativo – o seu grau de invisibilidade aumenta em Curitiba.
E é muito fácil perceber isso. Primeiro, não faltarão pessoas tentando dissuadi-lo de seu próprio talento. Tudo farão para reconduzi-lo de volta à mediania, ou melhor, à mediocracia, que é o sistema vigente nesse estrato a que denominamos cultura. Se você resistir, tentarão cooptá-lo com promessas de nomeações ou ofertas de emprego em atividades sucedâneas. Se você é um belo projeto de escritor, alguém tentará convencê-lo de que é melhor, mais lucrativo, ser um redator de propaganda. Se você é jovem e promissor cirurgião plástico, com projetos de especialização no exterior, não faltará quem o convide para sócio de uma dessas empresinhas de medicina privada lá onde o diabo perdeu as botas. Se mesmo assim você se mantiver fiel ao seu daimon, à sua lenda pessoal e não arredar pé de seu destino, a invisibilidade torna-se então um processo irreversível. Os amigos mais chegados são os primeiros a acusar falhas em seus sistemas de radar quando o objeto a ser captado é você ou algo que lhe diz respeito. Os convites tornam-se mais escassos, o telefone já não toca como antigamente; e mencionar seu nome ou seus feitos, nas reuniões para as quais você não foi convidado, passará (sic) a ser tomado como um gesto de imperdoável traição ao grupo. Desse momento em diante, só os inimigos falarão de você. Falarão mal, obviamente. E o mais curioso: à maioria desses “inimigos”, a noventa por cento deles, você jamais falou, jamais sequer foi apresentado. Os amigos a gente escolhe, os inimigos escolhem-se a si próprios. Esta talvez seja a parte mais cruel (ou mais irônica) da história. A sua visibilidade, enquanto pessoa, transfere-se para a imagem que os outros fazem de você. Pois é ela, a sua imagem, que circula e passa a freqüentar os lugares para os quais você já não é solicitado. Não é mais você em pessoa – carne, sistema nervoso, personalidade, alma –, que se oferece à percepção do outro, mas uma espécie de correlato simbólico impregnado de tudo o que os outros lhe atribuem. Para encurtar: vale a pena manter-se fiel ao seu daimon e cumprir com resignação cada etapa de sua lenda pessoal? Acho que sim. Curitiba está cheia de pessoas invisíveis.
...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Summer trip
Na espera de voltar logo pra casa, é incrível como as madrugadas passam demoradas. E aquele amor antigo se perdeu pelos bares da Augusta atrás de não-sei-o-quê, e ela não chega nunca. E nestas noites de verão a cerveja tem uma hora que não desce mais.
Na espera de sair logo de casa, é incrível como as madrugadas passam rápido. E eu tentando fugir daquele amor novíssimo pelos bares da Augusta atrás de não-sei-o-quê, e ela nunca vai embora. E nestas noites de verão a cerveja tem uma hora que é a única saída possível.
...
Na espera de sair logo de casa, é incrível como as madrugadas passam rápido. E eu tentando fugir daquele amor novíssimo pelos bares da Augusta atrás de não-sei-o-quê, e ela nunca vai embora. E nestas noites de verão a cerveja tem uma hora que é a única saída possível.
...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O preço da mediocridade
Do blog do Ivan e da Adri:
De toda essa terrível história que aconteceu com o Mário Bortolotto, o comentário que mais me chamou a atenção foi um texto do blog "Dramaticoblog´s blog", que eu achei através do blog do Ivam Cabral, do grupo Sátyros. No texto, a Márcia Abos conta que uma das coisas determinantes para a ocupação e revitalização da região da praça Roosevelt pelos grupos de teatro foi justamente a possibilidade dos bares locais manterem mesas na calçada, o que fez com que a criminalidade na região fosse reduzida durante um tempo. Ocorre que há três semanas as mesas tiveram que ser retiradas por conta de uma decisão idiota da prefeitura, resultante da reclamação de vizinhos. Na Gazeta de Hoje o Ivam Cabral conta que essa decisão foi motivada por um abaixo assinado com, pasmem, 29 assinaturas, de vizinhos que reclamavam de perturbação da ordem. O resultado foi que a região voltou a ser ocupada pela bandidagem, crackeiros e afins, os assaltos e a violência de sempre.
Isso sem falar que a própria praça em si está fechada há anos, a espera das obras de revitalização, que nunca chegam, porque os prefeitos que lá passaram ter que cortar verbas dessas obras pra poderem investir em propaganda.
Isso só comprova como as pessoas não percebem o preço que a mediocridade e a mesquinharia cobra. Ao invés da ocupação pelos artistas, prefere-se baixar proibições ridículas em nome "da ordem e do sossego". O resultado é que ao invés de uma ocupação sadia, pela arte, tem-se o esvaziamento da região central de São Paulo e de outras cidades do País, que se tornam território para a violência e a criminalidade. Quem paga por isso são aqueles que insistem em resistir, se negam a fugir, e não aceitam se esconder, como o Mário, e as outras pessoas que como ele ainda acreditam que a arte pode ser a resposta para a falta de humanidade. Enquanto na Europa e outros países, o poder público e a sociedade caminha justamente na direção contrário, ocupando o centro de suas cidades com arte, música, vida enfim, aqui a classe média se esconde atrás de seus carros blindados e condomínios fechados para não se misturar com a "ralé". Até quando a gente vai aceitar que os idiotas e medíocres continuem ditando as regras? não sei...
Reproduzo abaixo o texto, pra vocês conferirem.
Para salvar a Praça Roosevelt
Por Márcia Abos
Ao ouvir as palavras de ordem dos assaltantes que invadiram o Espaço Parlapatões na madrugada de sábado, mandando todos se deitarem no chão, Mario Bortolotto teria respondido: “Ninguém vai assaltar ninguém aqui”. Imagino a cena e me assombro com a coerência deste grande artista. O dramaturgo, diretor, ator, músico, escritor e poeta é de uma coerência rara. Jamais fez concessões em sua arte, tampouco na vida. A reação de Mario a um absurdo assalto em um teatro (alguém já ouviu falar de tiroteio em teatro?) diz muito sobre ele, que pagou um preço alto demais por ser fiel a si mesmo: foi alvejado por quatro tiros, alguns deles em órgãos vitais. Ninguém que o conhece duvida de sua recuperação. Ouve-se na praça amigos dizendo: “ele é um touro, um búfalo, vai sair dessa logo”. Vai sim, mas a tristeza e a dor que se abate sobre artistas e frequentadores da praça precisa de consolo.
Há dez anos teve início o processo de revitalização da Praça Roosevelt. Não, a praça não virou um local habitável e cheio de gente por decreto. Começou com Os Satyros que decidiram abrir um teatro no local. Mas ninguém ia até a praça, espaço na época dominado pela criminalidade. Era um lugar sinistro, que metia medo até nos artistas que iniciaram o processo. Mas eles logo entenderam que a praça poderia se transformar com uma injeção de vida. Colocaram uma mesinha com cadeiras na calçada, um convite para um bate-papo. Por muito tempo essa mesinha ficou vazia. Mas era um gesto simbólico, eles sabiam que não podiam recuar. E acertaram. O tempo provou que a praça pode ser ocupada pela paz, por muita alegria e uma ebulição artística sem igual. Demorou, mas a praça tornou-se um local digno deste nome, onde gente de todo tipo se reúne para ir ao teatro, trocar idéias, criar. A Praça Roosevelt é o que temos de similar a Ágora grega, um espaço livre e público.
Mas a tragédia que se abateu sobre a nossa praça na madrugada deste fatídico dia 5 de dezembro de 2009 é também sintoma de um retrocesso na revitalização que começou com uma mesinha na calçada. Há três semanas não existe mais nenhuma mesinha na calçada. É proibido. E a vida parece estar se esvaindo. Muita gente continua a ir aos teatros, mas terminada a peça eles se vão. Acabou o alegre burburinho antes e depois dos espetáculos, acabou a alegria de quem pode ver em uma noite duas peças diferentes e aproveitar os intervalos para filosofar.
Triste constatar, mas este é o caminho para transformar os teatros da praça em algo parecido com o que foi o vizinho Cultura Artística ou como é a elegante Sala Julio Prestes. São lugares de passagem, uma espécie de oásis das elites no meio de um entorno totalmente degradado. Quem vai à Sala Julio Prestes chega em seu carro blindado e com vidros negros, desce na porta escoltado por seguranças, evita olhar para os lados e ver os ‘nóias’ e entra para ouvir as mais lindas e bem executadas sinfonias. Acabado o espetáculo, a saída é ainda mais rápida que a chegada. O jantar, o cálice de vinho, a cerveja são consumidos bem longe dali, no Itaim, nos Jardins, na Vila Olímpia (ou qualquer outro bairro onde é impossível lembrar que existem moradores de ruas, drogados e mendigos em São Paulo).
Ninguém que conhece a Praça Roosevelt acredita que a arte que se cria ali pode sobreviver sem o oxigênio de um entorno vivo, que se alimenta e é alimentado pelo teatro. Portanto, convoco a todos a estarem na praça. Nossa presença é a única coisa que impede a sua degradação. Certo, é proibido mesinha na calçada. Juntos talvez seja mais fácil derrubar o decreto que as proíbe, este sim capaz de destruir nossa ágora. Se a revitalização da praça não aconteceu por decreto, sua degradação pode ser consequência de um decreto exdrúxulo que proíbe singelas mesinhas na calçada. E enquanto não pudermos ter mesinhas na calçada, estaremos lá, nos teatros, em pé, sentados no chão, andando de um lado para o outro…
...
De toda essa terrível história que aconteceu com o Mário Bortolotto, o comentário que mais me chamou a atenção foi um texto do blog "Dramaticoblog´s blog", que eu achei através do blog do Ivam Cabral, do grupo Sátyros. No texto, a Márcia Abos conta que uma das coisas determinantes para a ocupação e revitalização da região da praça Roosevelt pelos grupos de teatro foi justamente a possibilidade dos bares locais manterem mesas na calçada, o que fez com que a criminalidade na região fosse reduzida durante um tempo. Ocorre que há três semanas as mesas tiveram que ser retiradas por conta de uma decisão idiota da prefeitura, resultante da reclamação de vizinhos. Na Gazeta de Hoje o Ivam Cabral conta que essa decisão foi motivada por um abaixo assinado com, pasmem, 29 assinaturas, de vizinhos que reclamavam de perturbação da ordem. O resultado foi que a região voltou a ser ocupada pela bandidagem, crackeiros e afins, os assaltos e a violência de sempre.
Isso sem falar que a própria praça em si está fechada há anos, a espera das obras de revitalização, que nunca chegam, porque os prefeitos que lá passaram ter que cortar verbas dessas obras pra poderem investir em propaganda.
Isso só comprova como as pessoas não percebem o preço que a mediocridade e a mesquinharia cobra. Ao invés da ocupação pelos artistas, prefere-se baixar proibições ridículas em nome "da ordem e do sossego". O resultado é que ao invés de uma ocupação sadia, pela arte, tem-se o esvaziamento da região central de São Paulo e de outras cidades do País, que se tornam território para a violência e a criminalidade. Quem paga por isso são aqueles que insistem em resistir, se negam a fugir, e não aceitam se esconder, como o Mário, e as outras pessoas que como ele ainda acreditam que a arte pode ser a resposta para a falta de humanidade. Enquanto na Europa e outros países, o poder público e a sociedade caminha justamente na direção contrário, ocupando o centro de suas cidades com arte, música, vida enfim, aqui a classe média se esconde atrás de seus carros blindados e condomínios fechados para não se misturar com a "ralé". Até quando a gente vai aceitar que os idiotas e medíocres continuem ditando as regras? não sei...
Reproduzo abaixo o texto, pra vocês conferirem.
Para salvar a Praça Roosevelt
Por Márcia Abos
Ao ouvir as palavras de ordem dos assaltantes que invadiram o Espaço Parlapatões na madrugada de sábado, mandando todos se deitarem no chão, Mario Bortolotto teria respondido: “Ninguém vai assaltar ninguém aqui”. Imagino a cena e me assombro com a coerência deste grande artista. O dramaturgo, diretor, ator, músico, escritor e poeta é de uma coerência rara. Jamais fez concessões em sua arte, tampouco na vida. A reação de Mario a um absurdo assalto em um teatro (alguém já ouviu falar de tiroteio em teatro?) diz muito sobre ele, que pagou um preço alto demais por ser fiel a si mesmo: foi alvejado por quatro tiros, alguns deles em órgãos vitais. Ninguém que o conhece duvida de sua recuperação. Ouve-se na praça amigos dizendo: “ele é um touro, um búfalo, vai sair dessa logo”. Vai sim, mas a tristeza e a dor que se abate sobre artistas e frequentadores da praça precisa de consolo.
Há dez anos teve início o processo de revitalização da Praça Roosevelt. Não, a praça não virou um local habitável e cheio de gente por decreto. Começou com Os Satyros que decidiram abrir um teatro no local. Mas ninguém ia até a praça, espaço na época dominado pela criminalidade. Era um lugar sinistro, que metia medo até nos artistas que iniciaram o processo. Mas eles logo entenderam que a praça poderia se transformar com uma injeção de vida. Colocaram uma mesinha com cadeiras na calçada, um convite para um bate-papo. Por muito tempo essa mesinha ficou vazia. Mas era um gesto simbólico, eles sabiam que não podiam recuar. E acertaram. O tempo provou que a praça pode ser ocupada pela paz, por muita alegria e uma ebulição artística sem igual. Demorou, mas a praça tornou-se um local digno deste nome, onde gente de todo tipo se reúne para ir ao teatro, trocar idéias, criar. A Praça Roosevelt é o que temos de similar a Ágora grega, um espaço livre e público.
Mas a tragédia que se abateu sobre a nossa praça na madrugada deste fatídico dia 5 de dezembro de 2009 é também sintoma de um retrocesso na revitalização que começou com uma mesinha na calçada. Há três semanas não existe mais nenhuma mesinha na calçada. É proibido. E a vida parece estar se esvaindo. Muita gente continua a ir aos teatros, mas terminada a peça eles se vão. Acabou o alegre burburinho antes e depois dos espetáculos, acabou a alegria de quem pode ver em uma noite duas peças diferentes e aproveitar os intervalos para filosofar.
Triste constatar, mas este é o caminho para transformar os teatros da praça em algo parecido com o que foi o vizinho Cultura Artística ou como é a elegante Sala Julio Prestes. São lugares de passagem, uma espécie de oásis das elites no meio de um entorno totalmente degradado. Quem vai à Sala Julio Prestes chega em seu carro blindado e com vidros negros, desce na porta escoltado por seguranças, evita olhar para os lados e ver os ‘nóias’ e entra para ouvir as mais lindas e bem executadas sinfonias. Acabado o espetáculo, a saída é ainda mais rápida que a chegada. O jantar, o cálice de vinho, a cerveja são consumidos bem longe dali, no Itaim, nos Jardins, na Vila Olímpia (ou qualquer outro bairro onde é impossível lembrar que existem moradores de ruas, drogados e mendigos em São Paulo).
Ninguém que conhece a Praça Roosevelt acredita que a arte que se cria ali pode sobreviver sem o oxigênio de um entorno vivo, que se alimenta e é alimentado pelo teatro. Portanto, convoco a todos a estarem na praça. Nossa presença é a única coisa que impede a sua degradação. Certo, é proibido mesinha na calçada. Juntos talvez seja mais fácil derrubar o decreto que as proíbe, este sim capaz de destruir nossa ágora. Se a revitalização da praça não aconteceu por decreto, sua degradação pode ser consequência de um decreto exdrúxulo que proíbe singelas mesinhas na calçada. E enquanto não pudermos ter mesinhas na calçada, estaremos lá, nos teatros, em pé, sentados no chão, andando de um lado para o outro…
...
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Dias insanos e violentos
Quando saí da cidade para os trabalhos em São Paulo e Rio, um amigo foi baleado e morto aqui em Tamandaré, nos arredores de Curitiba. Ele era marido de uma amiga muito querida, dona do bar que eu frequento e do qual faço assessoria de comunicação. Foi terrível, não é preciso dizer. Morto por engano.
Já em São Paulo, o encontro e reencontro com diversos amigos. Seis dias alucinantes de muitos contatos bacanas. Apesar de todo trabalho que a gente tem pela frente, o melhor mesmo fica sempre no negócio de reencontrar amigos. Ainda shows e festas. Maravilha.
Dali, mais quatro dias no Rio, com direito a um fim de semana inteiro, e feijoada em Santa Teresa com a Silvia, e passeios e mais reencontro com amigos queridos, além de uma inusitada manhã/tarde de praia no Leme, em plena segunda-feira, absolutamente sozinho. Genial. Terminei a jornada comprando um livro do Raymond Chandler na Baratos da Ribeiro, um sebo muito legal ali na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, daí o nome.
Volta pra casa na terça, show com o Gruvox na sexta, e já no sábado a notícia: meu amigo Mário baleado em São Paulo. Estive com ele quase todos os dias, em encontros rápidos ou noites de bilhar e bebedeira, inclusive no mesmo local onde aconteceu o crime.
Puta que pariu. O Mário não morreu, mas foi foda. Resistiu a um assalto num teatro que fica numa praça que ele e muitos outros revitalizaram sem ajuda da prefeitura, e que devido a ordens da mesma prefeitura foram obrigados a recolher mesas dos bares das calçadas para dentro, e com isso devolveram a praça aos marginais, que por sua vez foram lá assaltar o bar/teatro, fechado com gente dentro (isso é só um resumo da ópera, porque se eu for escrever a respeito dessa palhaçada toda, vão umas duas laudas só para o tema e estes governos filhos da puta). Meu amigo reagiu e levou a pior. Graças a deus ele tá melhorando, ainda com longa recuperação pela frente, mas melhorando.
Aqui, vidinha que segue. Pensando seriamente em comprar um apartamento no Rio, invés de aqui. Qualquer lugar menos aqui. Mas isso de pensar seriamente é a puta que pariu, também.
Não há nada melhor do que ter escolha e poder escolher. Vou ver o que faço, depois das férias. Férias. Palavra favorita dos últimos tempos. Né, Renato?
Dias insanos e violentos, estes.
...
Já em São Paulo, o encontro e reencontro com diversos amigos. Seis dias alucinantes de muitos contatos bacanas. Apesar de todo trabalho que a gente tem pela frente, o melhor mesmo fica sempre no negócio de reencontrar amigos. Ainda shows e festas. Maravilha.
Dali, mais quatro dias no Rio, com direito a um fim de semana inteiro, e feijoada em Santa Teresa com a Silvia, e passeios e mais reencontro com amigos queridos, além de uma inusitada manhã/tarde de praia no Leme, em plena segunda-feira, absolutamente sozinho. Genial. Terminei a jornada comprando um livro do Raymond Chandler na Baratos da Ribeiro, um sebo muito legal ali na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, daí o nome.
Volta pra casa na terça, show com o Gruvox na sexta, e já no sábado a notícia: meu amigo Mário baleado em São Paulo. Estive com ele quase todos os dias, em encontros rápidos ou noites de bilhar e bebedeira, inclusive no mesmo local onde aconteceu o crime.
Puta que pariu. O Mário não morreu, mas foi foda. Resistiu a um assalto num teatro que fica numa praça que ele e muitos outros revitalizaram sem ajuda da prefeitura, e que devido a ordens da mesma prefeitura foram obrigados a recolher mesas dos bares das calçadas para dentro, e com isso devolveram a praça aos marginais, que por sua vez foram lá assaltar o bar/teatro, fechado com gente dentro (isso é só um resumo da ópera, porque se eu for escrever a respeito dessa palhaçada toda, vão umas duas laudas só para o tema e estes governos filhos da puta). Meu amigo reagiu e levou a pior. Graças a deus ele tá melhorando, ainda com longa recuperação pela frente, mas melhorando.
Aqui, vidinha que segue. Pensando seriamente em comprar um apartamento no Rio, invés de aqui. Qualquer lugar menos aqui. Mas isso de pensar seriamente é a puta que pariu, também.
Não há nada melhor do que ter escolha e poder escolher. Vou ver o que faço, depois das férias. Férias. Palavra favorita dos últimos tempos. Né, Renato?
Dias insanos e violentos, estes.
...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Gruvox em desconcerto
Infelizmente, dia 12, sábado, não haverá show do Gruvox no Blues Velvet. Uma pequena confusão de datas entre o dono do bar e a produção acabou por cancelar o evento. Vamos tocar neste bar lá pelo ano que vem. Quem sabe faremos uma saideira ainda, em algum lugar remoto da cidade. Veremos. Senão, em fevereiro estamos nos palcos de novo. Sempre lembrando que nosso terceiro disco está disponível para download na Trama Virtual, com link ali ao lado.
...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Adendo
O show de hoje, que era pra ser o último do ano de 2009, não vai mais ser a saideira. Temos uma data marcada de última hora no Blue Velvet, dia 12 de dezembro, sábado que vem, a convite da cantora e produtora da Tati Lemos, que me escreveu ontem. Mais informações no decorrer da semana, caros passageiros.
...
...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
La Carne Lança Granada em Curitiba
A cultuada banda La Carne, oriunda de Osasco-SP, chega ao seu quarto álbum, de nome Granada, extremamente aclamada pela crítica. O La Carne mantém desde a década passada ligações afetivas e estéticas com Curitiba, onde alimenta grandes amizades a cada passagem pelos pinheirais. A banda não poderia deixar de realizar o lançamento deste aclamado álbum com os amigos do Folhetim Urbano e Gruvox, além dos camaradas paulistanos do Popstars Acid Killers.Todos prometem uma grande festa, com a presença de diversas personalidades do rock local e brasileiro, além de animada pista com os DJs Adriane Perin e Ivan Santos (DeInverno Records).
Serviço:
La Carne em Curitiba – lançamento do álbum Granada
Abertura: Popstars Acid Killers, Folhetim Urbano e Gruvox
Espaço Cultural 92 Graus
(Rua Des. Benvindo Valente, 280 – S. Francisco)
6 de novembro - sexta
Ingressos: R$10 e R$5 (mulheres até as 23h)
Horário: a partir das 21 horas (primeiro show as 23h)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Hora de ficar engraçadinho
Atenção!!!
no próximo dia 10 de novembro, às 19:30h, no tuc - teatro universitário de curitiba - a igreja da salvação pela graça congrega-se em mais um culto anual, que tem por objectivo disseminar a graça entre seus aficcionados e público em geral. permeado de hinos engraçadinhos, o culto deste ano conta com a presença carnal do hinariador carlos careqa. é claro, o nosso amado pregador de botão hélio leites, coordenador doutrinário da ispg, se fará presente, irresponsável, como sempre, pelo harmonioso transcorrer do tradicional formato do culto. katia horn cuida do "cantinho da mulher" uma secção feminina com sugestões bem humoradas de usos e costumes. haverá farta distribuição de botões cheios de graça a todos os participantes, durante a cerimônia do abotoamento. e a grande atração deste ano, a beatificação de paquito modesto:
"Beato Paquito Modesto celebra-se dia 11 de dezembro (Protetor dos Independentes)Oh! Beato Paquito, tu que sempre nos acolhestes neste recanto teatral. Tu que sempre comprastes brigas homéricas com o poder instituido pelos poderes homeostáticos, mesmo sabendo em sua profunda e zarolha sabedoria que nada conseguiríamos e nem chegaríamos a lugar nenhum! Tu que sempre protegestes e acolhestes em teu procênio o fervoroso Ademir Plá, e sua anti-música bomba atômica! Tu que nascestes tão longe, viestes para o nosso seio com idéias avançadas entendendo assim nossas propostas Histerilicas! Que na sua cidade natal Tavira-Algarve (Portugal) seja reconhecido também sua santidade! Tu que criaste a canja em que todos se fortaleceram da música nossa de cada dia! Tu que reinastes por um longo período abaixo da terra, sob as catacumbas da matriz, acolhendo assim nossa primeira sede, evocamos tua presença mais uma vez, oh! venerado Beato Paquito, que a graça que espalhastes em vida reine para sempre em nossa Igreja da Salvação pela Graça! Que a graça esteja convosco!
carlos careqa
http://www.unidosdobotao.blogspot.com/
visite nosso blog, deixe seu recado, compareça ao nosso culto, prepare sua carteira, receba sua graça, espalhe a sua graça, ha ha ha
...
no próximo dia 10 de novembro, às 19:30h, no tuc - teatro universitário de curitiba - a igreja da salvação pela graça congrega-se em mais um culto anual, que tem por objectivo disseminar a graça entre seus aficcionados e público em geral. permeado de hinos engraçadinhos, o culto deste ano conta com a presença carnal do hinariador carlos careqa. é claro, o nosso amado pregador de botão hélio leites, coordenador doutrinário da ispg, se fará presente, irresponsável, como sempre, pelo harmonioso transcorrer do tradicional formato do culto. katia horn cuida do "cantinho da mulher" uma secção feminina com sugestões bem humoradas de usos e costumes. haverá farta distribuição de botões cheios de graça a todos os participantes, durante a cerimônia do abotoamento. e a grande atração deste ano, a beatificação de paquito modesto:
"Beato Paquito Modesto celebra-se dia 11 de dezembro (Protetor dos Independentes)Oh! Beato Paquito, tu que sempre nos acolhestes neste recanto teatral. Tu que sempre comprastes brigas homéricas com o poder instituido pelos poderes homeostáticos, mesmo sabendo em sua profunda e zarolha sabedoria que nada conseguiríamos e nem chegaríamos a lugar nenhum! Tu que sempre protegestes e acolhestes em teu procênio o fervoroso Ademir Plá, e sua anti-música bomba atômica! Tu que nascestes tão longe, viestes para o nosso seio com idéias avançadas entendendo assim nossas propostas Histerilicas! Que na sua cidade natal Tavira-Algarve (Portugal) seja reconhecido também sua santidade! Tu que criaste a canja em que todos se fortaleceram da música nossa de cada dia! Tu que reinastes por um longo período abaixo da terra, sob as catacumbas da matriz, acolhendo assim nossa primeira sede, evocamos tua presença mais uma vez, oh! venerado Beato Paquito, que a graça que espalhastes em vida reine para sempre em nossa Igreja da Salvação pela Graça! Que a graça esteja convosco!
carlos careqa
http://www.unidosdobotao.blogspot.com/
visite nosso blog, deixe seu recado, compareça ao nosso culto, prepare sua carteira, receba sua graça, espalhe a sua graça, ha ha ha
...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Idade real
podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano
eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano
(Paulo Leminski)
...
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano
eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano
(Paulo Leminski)
...
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Semana Quebradêra
Tudo isso acontecendo e ainda um Atletiba no domingo. É sempre assim, fase de mudanças extremas, mente ocupada que cabeça vazia é oficina do cramulhão, e vem o velho embate que desconcentra até o mais carola coroinha em dia de missa.
Mas, pensando bem, mal não há que se pensar em dias assim, dado que o Atlético sempre ganha quando se instala essa atmosfera ao meu redor. As cagebrinas em espertos botequins hão de acalmar os nervos até lá. Dá-lhe, dá-lhe, ô... Dá-lhe Atlético!
...
Mas, pensando bem, mal não há que se pensar em dias assim, dado que o Atlético sempre ganha quando se instala essa atmosfera ao meu redor. As cagebrinas em espertos botequins hão de acalmar os nervos até lá. Dá-lhe, dá-lhe, ô... Dá-lhe Atlético!
...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Quebradêra é isso aí
Pancadaria total fim de ano agora. Terminei um livro no qual ainda preciso dar uns tratos. Um romance em capítulos que podem ser lidos separadamente e/ou em ordem diversa. Não gosto do termo, mas é uma espécie de romance experimental. O primeiro livro em prosa, com alguns trechos que podem ser lidos em pequenos fragmentos que soltei aqui pelo blogue. Ainda não defini o nome, nem a editora. Meu irmão tá vendo uns contatos, e vai me ajudar no lance. Negócio é publicar esta tralha sem precisar pagar nada, ou pelo menos não muita coisa. Chega de prejuízo.
Esta semana vamos retomar ensaios do Gruvox para um show muito legal com o pessoal do La Carne, amigos de São Paulo, e do Folhetim Urbano, amigos daqui. No Espaço Cultural 92 Graus. Produção minha e do Carlão Zubek. Já descolei cachês pro Gruvox e apoio da Marielle Loyola, em seu programa Cena Local, da 91 Rock.
Também terminei definitivamente um programete de rádio, que agora está na mão do pessoal de uma emissora (o pessoal certo, não o que entreguei antes, o piloto). É sobre futebol e deve estrear em 2010, ano da Copa. Começo agora um novo projeto para um programa de música que deve levar o nome deste blogue. Em fase de pré-produção criativa e em outra emissora. Vou fazer com Nelio Koentropp e Carlos Alberto Lins, se eles toparem.
Fiz um super trabalho pra uma agência paulista que vai garantir um bom fim de ano. Mas pretendo passar um verão classe econômica, pelo litoral aqui do Paraná mesmo. Só pra tomar uns banhos e um sol maneiro.
Este mês ainda entrego nas mãos do Ivan Justen a seleção de minha “obra” poética para curadoria do mesmo, mestre na Usp, visando um futuro livro de poesia reunida, Ex Cultura. Daí, serei um ex-poeta (!!??) enfim. Vai ser legal, e a ideia é fazer pela lei de incentivo.
Após o show do dia 6, deixo a produção da banda nas talentosas mãos da Ana Pimenta, e embarco em voo pra São Paulo a trabalho para a Confederação Brasileira de Skate. Vai ser um lance legal, visando desde já as Olimpíadas de 2016. Muito, muito trabalho mesmo. Fico uma semana por lá. Aproveito pra visitar amigos no Rio e tiro aqueles dias de férias que ficaram pendurados desde a viagem pra Londres ano passado. Aproveito, claro, pra fechar umas datas pra banda em Sampa e visitar o Rubens K, a Néli Pereira e o Renato Larini, diversos outros amigos queridos, além de assistir algumas peças da moçada lá na Roosevelt.
Agora escrevendo, de forma muito mal paga, diga-se, mas por encomenda, maneira que adoro trabalhar, um roteiro para o Causos & Causos, da RPC. Sei lá o que vai dar isso. Eu me divertindo já vale.
Fora o trabalho todo de fim de ano aqui no escritório, e os free lances que pintaram aqui pelos pinheirais mesmo. Não é fácil essa vida de trabalhar de bermuda e chinelos, fumando, ouvindo rock alto e sendo finalmente razoavelmente bem remunerado pra isso.
E ando colaborando para o bem-estar do planeta vindo trabalhar de bicicleta quase todos os dias. Parece idiota vindo de um cara que não possui carro. Mas é bom dar exemplo (risos, gargalhadas). Agora que o sol abriu, vai ser todo dia, certeza.
Ainda, Arnaldo Machado me ligou hoje convidando para participar da gravação ao vivo, com plateia, do Paz de Usinas, projeto dele com Rodrigo Barros. Vai ser no TUC, com ingressos a R$3, neste sábado, 20 horas.
Pra quem sempre pergunta o que faço da vida (e sempre com um ar de quem acha que o neguinho não faz nada), vai vendo.
...
Esta semana vamos retomar ensaios do Gruvox para um show muito legal com o pessoal do La Carne, amigos de São Paulo, e do Folhetim Urbano, amigos daqui. No Espaço Cultural 92 Graus. Produção minha e do Carlão Zubek. Já descolei cachês pro Gruvox e apoio da Marielle Loyola, em seu programa Cena Local, da 91 Rock.
Também terminei definitivamente um programete de rádio, que agora está na mão do pessoal de uma emissora (o pessoal certo, não o que entreguei antes, o piloto). É sobre futebol e deve estrear em 2010, ano da Copa. Começo agora um novo projeto para um programa de música que deve levar o nome deste blogue. Em fase de pré-produção criativa e em outra emissora. Vou fazer com Nelio Koentropp e Carlos Alberto Lins, se eles toparem.
Fiz um super trabalho pra uma agência paulista que vai garantir um bom fim de ano. Mas pretendo passar um verão classe econômica, pelo litoral aqui do Paraná mesmo. Só pra tomar uns banhos e um sol maneiro.
Este mês ainda entrego nas mãos do Ivan Justen a seleção de minha “obra” poética para curadoria do mesmo, mestre na Usp, visando um futuro livro de poesia reunida, Ex Cultura. Daí, serei um ex-poeta (!!??) enfim. Vai ser legal, e a ideia é fazer pela lei de incentivo.
Após o show do dia 6, deixo a produção da banda nas talentosas mãos da Ana Pimenta, e embarco em voo pra São Paulo a trabalho para a Confederação Brasileira de Skate. Vai ser um lance legal, visando desde já as Olimpíadas de 2016. Muito, muito trabalho mesmo. Fico uma semana por lá. Aproveito pra visitar amigos no Rio e tiro aqueles dias de férias que ficaram pendurados desde a viagem pra Londres ano passado. Aproveito, claro, pra fechar umas datas pra banda em Sampa e visitar o Rubens K, a Néli Pereira e o Renato Larini, diversos outros amigos queridos, além de assistir algumas peças da moçada lá na Roosevelt.
Agora escrevendo, de forma muito mal paga, diga-se, mas por encomenda, maneira que adoro trabalhar, um roteiro para o Causos & Causos, da RPC. Sei lá o que vai dar isso. Eu me divertindo já vale.
Fora o trabalho todo de fim de ano aqui no escritório, e os free lances que pintaram aqui pelos pinheirais mesmo. Não é fácil essa vida de trabalhar de bermuda e chinelos, fumando, ouvindo rock alto e sendo finalmente razoavelmente bem remunerado pra isso.
E ando colaborando para o bem-estar do planeta vindo trabalhar de bicicleta quase todos os dias. Parece idiota vindo de um cara que não possui carro. Mas é bom dar exemplo (risos, gargalhadas). Agora que o sol abriu, vai ser todo dia, certeza.
Ainda, Arnaldo Machado me ligou hoje convidando para participar da gravação ao vivo, com plateia, do Paz de Usinas, projeto dele com Rodrigo Barros. Vai ser no TUC, com ingressos a R$3, neste sábado, 20 horas.
Pra quem sempre pergunta o que faço da vida (e sempre com um ar de quem acha que o neguinho não faz nada), vai vendo.
...
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Tributo ao rival. Respeito e honra
Neste fim de semana de feriado, dia de Nossa Senhora Aparecida, e do descobrimento da América, e das crianças, o Coritiba Foot Ball Club completa 100 anos. Venho por meio desta parabenizar todos os meus amigos coxas brancas. Todos conhecem minha preferência, mas como sempre digo, longe de sermos inimigos, somos apenas rivais. O respeito e a honra devem estar sempre acima de tudo e de todas as coisas. Nossas histórias se completam. Longa vida ao vovô do nosso futebol e um dos clubes mais tradicionais do país do futebol. Certamente o país mais genial de todos. Que venham mais 100 anos de atletibas e loucuras. Meus parabéns! A vida não teria a menor graça sem vocês, seus chatos de galocha!
...
...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Washington
Um dos caras que ajudaram a fazer a alegria da minha infância e adolescência está em apuros. Li agora a pouco no blogue do Guerrileiro da Baixada: "Rusgas à parte, Atlético e Fluminense e suas respectivas torcidas têm algo em comum: o carinho pelos eternos ídolos Washington e Assis - o "Casal 20" dos anos 80. Pois bem, foi por um intermédio de um tricolor, João Márcio Junior, que fiquei sabendo do drama que vive o artilheiro da camisa 9, devido a uma terrível doença neurodegenerativa, a Esclerose Lateral Amiotrófica.
A triste notícia veio à tona em reportagem do jornal Lance! do dia 30 de setembro. Segundo a matéria, Washington estava internado, na semana passada, em um hospital de Curitiba (não disse o nome) devido a uma pneumonia, e já teria recebido alta. O texto, feito por um repórter do Rio de Janeiro, conta que o ex-atacante teria procurado a diretoria do Fluminense em busca de apoio, mas que não teria sido recebido. A matéria não cita o Atlético.
Por conta de um comentário aqui no blog, pude ler a reportagem e também conhecer a campanha que o João Márcio está fazendo para ajudar o ídolo. Ele está leiloando uma camisa do Tricolor das Laranjeiras autografada pelo artilheiro. Mas quem não quiser participar do sorteio pode ajudar da mesma forma, fazendo uma doação em dinheiro para ajudar no tratamento do ex-jogador (o medicamento mais utilizado para combater a doença é o riluzol, que retarda a evolução dos sintomas. Porém, ele é caro para os padrões brasileiros: uma caixa com 56 compridos custa algo em torno de R$ 1.600).
Para efetuar a doação, faça um depósito na Conta-poupança 7237-0 / Agência 2926-2 / Banco do Brasil (número 001). A titular da conta é a fillha do Washington, Geovana de Souza Santos (CPF 165.634.415-72).
Vamos atrás de mais informações sobre o artilheiro e em breve postamos aqui."
A triste notícia veio à tona em reportagem do jornal Lance! do dia 30 de setembro. Segundo a matéria, Washington estava internado, na semana passada, em um hospital de Curitiba (não disse o nome) devido a uma pneumonia, e já teria recebido alta. O texto, feito por um repórter do Rio de Janeiro, conta que o ex-atacante teria procurado a diretoria do Fluminense em busca de apoio, mas que não teria sido recebido. A matéria não cita o Atlético.
Por conta de um comentário aqui no blog, pude ler a reportagem e também conhecer a campanha que o João Márcio está fazendo para ajudar o ídolo. Ele está leiloando uma camisa do Tricolor das Laranjeiras autografada pelo artilheiro. Mas quem não quiser participar do sorteio pode ajudar da mesma forma, fazendo uma doação em dinheiro para ajudar no tratamento do ex-jogador (o medicamento mais utilizado para combater a doença é o riluzol, que retarda a evolução dos sintomas. Porém, ele é caro para os padrões brasileiros: uma caixa com 56 compridos custa algo em torno de R$ 1.600).
Para efetuar a doação, faça um depósito na Conta-poupança 7237-0 / Agência 2926-2 / Banco do Brasil (número 001). A titular da conta é a fillha do Washington, Geovana de Souza Santos (CPF 165.634.415-72).
Vamos atrás de mais informações sobre o artilheiro e em breve postamos aqui."
...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
No Era só o que Faltava - banda nova
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Metrô Curitibano
Quer conhecer como vai funcionar o sistema de metrô da cidade e apresentar suas sugestões? Clique aqui: http://www.metro.curitiba.pr.gov.br/ . Eu enviei a minha, porque os palhaços pra variar vão enfiar todo nosso dinheiro no rabo, substituindo o ônibus expresso e colocando trem subterrâneo para parar praticamente nos mesmos pontos já existentes. Burrice. Vai lá e sugira o sistema de manutenção do expresso e trem subterraneo de terminal pra terminal, direto e rápido, com conexão para o sistema já existente, e infinitamente mais barato. Se bem que eles vão dar um jeito de roubar de qualquer maneira, você não acha? Mas, enfim, abriram uma consulta pública, e não custa nada sugerir e/ou meter a boca, apenas.
...
...
sábado, 26 de setembro de 2009
Walmor Marcelino

Este senhor realmente foi um jovem. A vida toda. Uma grande perda. Um exemplo pra muita gente bunda-mole, que só reclama e não faz nada que preste. Não vou falar tudo que ele representa. Leiam, jovens. Leiam, velhos. Leiam. Poeta, dramaturgo e homem de opinião. Falou, escreveu e disse, Walmor! Vai com deus! (1930-2009).
...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Ao sucesso
O agente tira as algemas e abre a porta da cela. Escuridão total.
– Na altura de meio metro mais ou menos você acha um interruptor que acende a luz. É só ir apalpando a parede – ele diz.
Alguns minutos apalpando a parede na escuridão são suficientes pra perceber que não há porcaria de interruptor algum. Lá de fora, entrando pela janela minúscula, rastros da lua cheia, alguma claridade. Muito pouca. A escuridão está no espírito da coisa toda. Longa noite.
Sentado no chão. Num repente, o milagre de um cigarro perdido. Gritos à porta, na pequena abertura, para o carcereiro conseguir fogo.
A brasa do cigarro é feroz contra a escuridão. A cada tragada, espasmos de imagens surgem com a claridade provocada. Coisas escritas na parede.
João esteve aqui. Dá-lhe Coxa. I love you. Boqueirão na veia. Aqui o valente se mija. Só Jesus salva.
Antes de amanhecer, o advogado vem à pequena abertura da porta.
Trago boas notícias, não. Avião com teu pai dentro. Sumiu. Poucas chances. Já volto e fique calmo. Toma este maço de Hollywood. Tó o isqueiro, também. Sim, morte é possível. Calma. Até de manhã você tá solto.
Dois anos sem falar com o pai. Desde o escândalo. O velho nas tevês, jornais, revistas. Governador envolvido. Mãe louca. Filho criança. Filha drogada. Filho playboy. Filho bandido.
O bandido acende o primeiro Hollywood. Sim, morte é possível.
Cigarro versus escuro. João esteve aqui. Dá-lhe Coxa. I love you. Boqueirão na veia. Aqui o valente se mija. Só Jesus salva. Mariazinha, volta pra mim.
...
– Na altura de meio metro mais ou menos você acha um interruptor que acende a luz. É só ir apalpando a parede – ele diz.
Alguns minutos apalpando a parede na escuridão são suficientes pra perceber que não há porcaria de interruptor algum. Lá de fora, entrando pela janela minúscula, rastros da lua cheia, alguma claridade. Muito pouca. A escuridão está no espírito da coisa toda. Longa noite.
Sentado no chão. Num repente, o milagre de um cigarro perdido. Gritos à porta, na pequena abertura, para o carcereiro conseguir fogo.
A brasa do cigarro é feroz contra a escuridão. A cada tragada, espasmos de imagens surgem com a claridade provocada. Coisas escritas na parede.
João esteve aqui. Dá-lhe Coxa. I love you. Boqueirão na veia. Aqui o valente se mija. Só Jesus salva.
Antes de amanhecer, o advogado vem à pequena abertura da porta.
Trago boas notícias, não. Avião com teu pai dentro. Sumiu. Poucas chances. Já volto e fique calmo. Toma este maço de Hollywood. Tó o isqueiro, também. Sim, morte é possível. Calma. Até de manhã você tá solto.
Dois anos sem falar com o pai. Desde o escândalo. O velho nas tevês, jornais, revistas. Governador envolvido. Mãe louca. Filho criança. Filha drogada. Filho playboy. Filho bandido.
O bandido acende o primeiro Hollywood. Sim, morte é possível.
Cigarro versus escuro. João esteve aqui. Dá-lhe Coxa. I love you. Boqueirão na veia. Aqui o valente se mija. Só Jesus salva. Mariazinha, volta pra mim.
...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Reeditando (2007)
...
De janela
Tudo que tenho direito
Tudo que você tem errado
Um mesmo eu mal tratado
Assim de dar dores no peito
Ver o que você tem olhado
Enxergar além do parapeito
Este vaso de amor perfeito
Da janela do meu barraco
Ainda uma nuvem disforme
Dá-se ao céu em conceito
Enquanto você, linda, dorme
Ver estrelas todas as noites
Dedicar como um grande feito
Teus beijos aos montes
...
De janela
Tudo que tenho direito
Tudo que você tem errado
Um mesmo eu mal tratado
Assim de dar dores no peito
Ver o que você tem olhado
Enxergar além do parapeito
Este vaso de amor perfeito
Da janela do meu barraco
Ainda uma nuvem disforme
Dá-se ao céu em conceito
Enquanto você, linda, dorme
Ver estrelas todas as noites
Dedicar como um grande feito
Teus beijos aos montes
...
Melhor descrição de Porto Alegre, mas serve pra cidade de cada um
Foto: Blogger...
Telhados de Paris
Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito
O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar a sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
(Nei Lisboa)
...
Telhados de Paris
Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito
O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar a sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti
(Nei Lisboa)
...
domingo, 13 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Decididamente
de papai noel
só os coturnos
dos meus planos
ladeiras sem fim
pra subir, este céu
é um inferno
a descida já se decidiu
por mim
ainda há
um pouco mais
assim
...
só os coturnos
dos meus planos
ladeiras sem fim
pra subir, este céu
é um inferno
a descida já se decidiu
por mim
ainda há
um pouco mais
assim
...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Deu Brasil
Foto: UolDepois daquele passe do Kaká, na adversidade de um golaço da Argentina que acabara de acontecer, a gente realmente tira o chapéu pro talento que a gente mesmo tem.
Hoje podemos dizer que, apesar da nossa educação pífia, da miséria recorrente em alguns vários de nossos rincões, da violência latente, da corrupção infiltrada praticamente em todas as nossas camadas sociais, ricas ou pobres, dos nossos muitos pobres, do nosso infinito menor número de livrarias (reza que em Buenos Aires há mais livrarias que no Brasil inteiro), somos os melhores nessa coisa de dominar uma pelota com os pés.
Em Rosário, terra do companheiro Chê, mais uma vez, diria o bardo Nelson Rodrigues, o mundo se curvou ante nossa juventude mais talentosa. Saravá e adiós, muchachos!
...
Hoje podemos dizer que, apesar da nossa educação pífia, da miséria recorrente em alguns vários de nossos rincões, da violência latente, da corrupção infiltrada praticamente em todas as nossas camadas sociais, ricas ou pobres, dos nossos muitos pobres, do nosso infinito menor número de livrarias (reza que em Buenos Aires há mais livrarias que no Brasil inteiro), somos os melhores nessa coisa de dominar uma pelota com os pés.
Em Rosário, terra do companheiro Chê, mais uma vez, diria o bardo Nelson Rodrigues, o mundo se curvou ante nossa juventude mais talentosa. Saravá e adiós, muchachos!
...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Feriadão!
Foto: Ângela Meschino.
...
Longe de agitos este feriado. Tentar pegar uma praia de repente. Se não, boas leituras e boa música e um quintal pra cuidar. Nada mal. Antes, é claro, Brasil x Argentina lá em casa, com amigos aos violões, cerveja na geladeira e uma boa costela na churrasqueira. Trabalho? Ah, só quarta feira. Sorry, periferia.
...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Do blogue do Marcelo Montenegro, um texto genial de Xico Sá

E Deus Oxigenou o Mundo
"Ela pode. Ela pode tudo. A galega está podendo.
E deus oxigenou o mundo quando fez Scarlett Johansson.
A única poderosa de Hollywood pós-Marilyn que passa aos homens do mundo inteiro a sensação de que eles também podem tudo com ela.
Scarlett parece aquela loira que lava o carro da família, no final da manhã de domingo no subúrbio, qualquer Babel do mundo, com aquele shortinho vermelho que enlouquece a humanidade, a aldeia, o universo globalizado.
Scarlett tem de Monroe aquela suposta ingenuidade que deixa todo homem de quatro. A falsa ingenuidade que faz crer que as mulheres precisam muito dos homens, hahahahahahaha. Nisso que elas nos escravizam, ao nos justificar como necessários.
Mas é na fita de Sophia Coppola, que ela está mais linda. “Encontros e desencontros”, o velho Bill Murray passex, passado, dá-me saquê que a vida é nada, play again karaokê, que a vida é menos ainda.
Em “Dália Negra”, outro filmaço, ela consegue unir dois homens, o frio e o quente, ela pode. Ela vira mocinha século XVII naquela fita dos brincos de pérola, safadeza-vintage. Com Woody Allen, no Match Point, está completa: santa, diva e puta".
Xico Sá, mestre, in o Carapuceiro.
E deus oxigenou o mundo quando fez Scarlett Johansson.
A única poderosa de Hollywood pós-Marilyn que passa aos homens do mundo inteiro a sensação de que eles também podem tudo com ela.
Scarlett parece aquela loira que lava o carro da família, no final da manhã de domingo no subúrbio, qualquer Babel do mundo, com aquele shortinho vermelho que enlouquece a humanidade, a aldeia, o universo globalizado.
Scarlett tem de Monroe aquela suposta ingenuidade que deixa todo homem de quatro. A falsa ingenuidade que faz crer que as mulheres precisam muito dos homens, hahahahahahaha. Nisso que elas nos escravizam, ao nos justificar como necessários.
Mas é na fita de Sophia Coppola, que ela está mais linda. “Encontros e desencontros”, o velho Bill Murray passex, passado, dá-me saquê que a vida é nada, play again karaokê, que a vida é menos ainda.
Em “Dália Negra”, outro filmaço, ela consegue unir dois homens, o frio e o quente, ela pode. Ela vira mocinha século XVII naquela fita dos brincos de pérola, safadeza-vintage. Com Woody Allen, no Match Point, está completa: santa, diva e puta".
Xico Sá, mestre, in o Carapuceiro.
...
Acervo Escória Clássica (1990-1996)
...
apollinaire
a poesia
apologia dada
a hipocrisia
sou uma rosa
que caminha contra o vento
quem eu amo não me ama
quem me ama perde tempo
meu coração dilata
quando vê você
meu coração de lata
é metal pesado
(Celso Amorim/Flávio Jacobsen – 1990)
...
apollinaire
a poesia
apologia dada
a hipocrisia
sou uma rosa
que caminha contra o vento
quem eu amo não me ama
quem me ama perde tempo
meu coração dilata
quando vê você
meu coração de lata
é metal pesado
(Celso Amorim/Flávio Jacobsen – 1990)
...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)































